quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Primeiro as primeiras coisas


No mundo de tantas tarefas, tantas coisas para fazer, e de tantas oportunidades de distração, como decidir o que fazer?

Dentro de cada um de nós há instinto, uma cobrança interior, que quase sempre está nos dirigindo a fazer o que é mais importante para nós em qualquer momento. Não sei o nome exato para isso. Talvez seja a nossa própria consciência, talvez algum tipo de alarme que nosso cérebro tem. Não importa. O que importa é que existe, e eu e você temos essa habilidade de saber, em qualquer momento, o que devemos fazer já, agora.

Foi esse alarme que me instigou a escrever este post. Dentre tantas coisas que tenho para fazer, ele me cobrou fortemente que eu o escrevesse agora, não mais tarde. E já posso ouvir o próximo alarme me dizendo que assim que terminar aqui, tenho aquela reunião marcada e terei que me preparar e me dirigir a ela em alguns minutos.

É claro que nem sempre somos obedientes a esse alarme. Como o alarme que nos acorda de manhã, queremos silenciá-lo e dormir mais um pouquinho… Mas a arte da disciplina e do domínio próprio está em atender a esse alarme prontamente, deixando todo o resto para depois.

Nós só podemos fazer uma coisa ao mesmo tempo. Pesquisas recentes já descobriram que multitasking — a habilidade de fazer mais que uma tarefa ao mesmo tempo — é um mito. Na verdade, quando tentamos fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, nosso cérebro fica mudando de foco disso para aquilo todo o tempo, tentando fazer o melhor que pode. O resultado é a perda de concentração, e consequentemente de tempo (devido ao “para e começa” toda hora), e obviamente a perda de qualidade no trabalho. Desempenhamos melhor quando estamos focados em uma só coisa.

Por isso, ouvir esse alarme que você tem aí dentro de você é extremamente importante.

Guarde esta frase, para lembrá-lo:

Faça a primeira coisa, sempre. A segunda coisa, nunca.

(Como você já deve ter sacado, depois da primeira coisa estar feita, a segunda se torna a primeira, e assim por diante.)

A minha segunda acabou de se tornar a primeira.
Até amanhã!